Mesmo alguém que tenha o azar de nascer no país de uma grande literatura deve escrever na sua língua, como um judeu checo a escrever em alemão ou um uzbeque a escrever em russo. Escrever como um cão a escavar a sua cova, um rato a abrir a sua toca. Deve, para isso, começar por encontrar o lugar do seu próprio subdesenvolvimento, do seu próprio jargão, do seu próprio terceiro mundo, do seu próprio deserto.
[Deleuze & Guattari, 1975]
