terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Sempre semelhante a forma das vidas umas nas outras


A minha dor foi infinita quando ainda recordava
o sabor dos teus lábios
ou a forma em que o mar da tua nudez
rompe contra a tua pele.
Mas hoje já estou a salvo dos teus olhos,
os corpos das outras já esqueceram o teu
e a tudo o que espero
já não lhe faltas tu.
Reuni o egoísmo,
o rancor.
o orgulho...
Como se vai enganar
o que consegue em troca do que mais queria
a recompensa da sua liberdade


[Benjamim Prado]

Sem comentários:

Publicar um comentário