terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Amo-te como se aprendesse desde não sei que morte


sou eu que te abro pela boca
boca com boca
metido em ti o sôpro até raiar-te a cara,
até que o meu soluço obscuro te cruze toda,
amo-te como se aprendesse desde não sei que morte,
ainda que doa o mundo,
a alegria

[Herberto Helder]

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